sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Hoje ao jantar

Dom Vasco olha para a jarra com flores e pergunta: o que são aquelas coisas pretas?
R: São bagas.
V: Huuuuuuuuuuuummm!!
R: Mas estas bagas não se comem
V: Um dia eu queria que comprasses... como é que se chamam aquelas bagas parecidas com frango? Ah, já sei - frangoesas. Um dia eu queria que comprasses frangoesas, mãe.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Aprender

- Como é que se lê esta palavra mãe? (põe mais uma letra) E agora? (outra letra) E agora??

Depois de começar a ver desenhos animados da Dora?

- Como é que se conta até mil em Inglês? (!!!!) E em Francês?
- Como é que se diz em inglês mãe és muita gira? E come a sopa toda? E....................

E a conversa continua

As conversas sobre a avó Rosa e a morte começaram em pleno Alentejo, no fim de semana do 5 de Outubro.

De vez em quando volta à carga. Vê-se que está a digerir a coisa. Perguntou como é que se ía para a estrela, se era a voar. Depois perguntou se quando a avó ficasse boa voltava (soco no estômago).

Já perguntou se era novo para não ir para a estrela (murro forte no estômago).

Na 5ª-feira passada apanhou-me afónica e a recuperar de me terem metido um tubo pelo nariz até às cordas vocais e achou por bem dizer-me: "Eu não gosto quando tu morreres" (estômago vai aos pés e à cabeça antes de voltar ao seu sítio).

Não tenho qualquer medo das conversas sobre sexo, drogas (e rock & roll) mas estas passava de boa vontade. And this is only the beginning...

Dos meus anos

dizia ele...

Reparem como é sensato. Acrescenta logo que é nova e gira antes que eu lhe torça o santo pescocinho!

Quanto aos ingleses... creio que se refere às conversas em inglês que eu e o pai temos frequentemente para que a criatura não nos entenda.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Catata

Olá malta, daqui fala - escreve - a Catata, que é como quem diz a Catarina.

A mãe anda com uma vida um bocado insuportável, está sempre a trabalhar e quando pára está pronta para dormir. Não tem tido tempo para blogs e mesmo uma twittada começa a ser difícil. Como ela acha que eu estou enorme e independente em tantos aspectos em que ela dispensava a minha independência, achou que, assim como assim, mais valia vir cá contar-vos coisas. Se não for assim qualquer dia caso e ninguém sabe de nada!!

Dizem que já falo muito, coitados, ainda não estão bem a ver o filme. Papá, mamã (frequentemente dito à francesa que é para não estranhar quando for viver para Paris), Vaco ou algo parecido, Cacão e Moka , os cães que eu adoro e a quem dou de comer, foram das primeiras palavrinhas com que os brindei. Mas o que eu gosto mesmo é de os baralhar. Alternar queio coio (colo) com queio chão resulta sempre. Quando estou com pouca imaginação recorro ao clássico nã queio (mesmo que queira). Para assegurar o meu crescimento não pode faltar o pão, quejo, água e leite. Quando eles estão distraídos basta aumentar o volume sonoro. Geralmente paro antes de chegar aos ultra-sons mas ultrapasso frequentemente o limiar da dor. They say...

O meu papá é o meu mais que tudo. É o único a quem não mostro tantas vezes o meu humor de cão vadio e raivoso. Quando estou com ele só me lembro da mamã se o desgraçado me contrariar muito. Exemplo clássico: os mergulhos na piscina. Aí lembro-me que a minha mãe é uma fixe. Tirando isso é frequente vê-la a estender-me os braços e dizer nã queio. Ela afina e diz que se vai vingar na minha adolescência não me comprando tops mas eu aposto na senilidade dela para sobreviver.

Aqui há umas semanas achei que já era tempo de lhes mostrar quem verdadeiramente manda e comecei com as birras. Coitados, perceberam agora que o meu santo irmão nunca tinha feito uma birra decente, daquelas com pontapés, arranhões, cabeçadas nas paredes... Sou boa naquilo! E ainda nem sequer pratiquei muito. Ficaram tão derreados que comecei a recear que me atirassem da varanda, e como o andar é alto, comecei a espaçar as ditas e a diminuir um pouco a intensidade. Me aguardem...

Ando sempre atrás do meu mano. Adoro os carros dele (e por isso mesmo digo carro perfeitamente), já consigo ligar sózinha a pista do faísca e divirto-me imenso a roubar-lhe brinquedos. Como ele ainda não descobriu as alegrias da partilha, por vezes tenho que lhas dar a conhecer. Outro dia arranhei-lhe a cara e ainda hoje se vê a marca da zorra, hoje puxei-lhe os cabelinhos. Haviam de o ouvir a dizer que assim eu era feia, e tal e coiso, e que assim não gostava de mim... Sonso, ele que espere as minhas unhas voltarem a crescer...

Já desconfiam que eu me meto nos copos porque ando sempre torta e caio a cada dez passos mas tenho um alibi excelente: comecei a andar há pouco tempo, tenho pressa de viver e por isso quero correr e tenho uns peitos dos pés imensos que fazem com que os sapatos que consigo calçar me estejam frequentemente grandes! Ora embrulha!!

Sapatos... que é que eu queria dizer sobre sapatos??? Já sei! Sou muiiiiitooo vaidosa! Passo a vida a mirar-me no espelho que há no meu quarto (ainda restos das mudanças daqueles que vão ficar por lá até eu ir para a faculdade... Já vos disse que a minha mãe não tem tempo para nada???) baixo-me, olho para lá, rio, danço, dou beijinhos, vou para lá chorar... Não tenho culpa de ser gira, né?? E loura!!! Já vos disse que estou tão loura que a minha mãe começa a achar que fui trocada na maternidade???

Para acabar esta newsletter cá vai mais um exemplo de vaidosice. Ontem o meu pai comprou-me uns ténis todos giraços e quando chegou a casa calçou-mos. Eu adorei!! Vai daí, hoje de manhã o meu avô emprestado (o marido da santa fada, também conhecido como santo fado) veio buscar-me para me levar a passear ao parque (Santos, santos, santos fada e fado!!!) eu apanhei o roupeiro aberto e fui pegar nos sapatinhos novos para lhe mostrar. Só isto, nada de mais. E foi uma escandaleira! Que a menina é vaidosa, que quando crescer só vai querer Manolos e mais outros disparates... Exagerados!!

E a modos que é isto. Apesar de ser a Catata a escrever, os dedinhos ainda são os da mamã. Considerem isto uma ventríloqua da escrita. E os dedos estão a adormecer rapidamente e vão ali dormir um bocadinho.

Espero voltar antes de ser mãe! Beijos da Catata


quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

15 meses


Que é como quem diz que já se foi 1/4 do segundo ano... MEDO!!

É que vou-lhe já à cara!!

Conversa de banho:

V: o meu amigo R. disse-me para eu dar beijinhos na boca à J. mas eu não dei porque ela não quer que eu dê (a sonsa, acrescento eu!)

R: Tu gostas muito da J. não gostas Vasco?? (mas quem me manda?? Eu que acredito tanto na máxima do não perguntes o que não queres saber!!)

V: Gosto. Assim como gosto de ti mãe!


(GRRRRRHHHHHHHHH)

A pergunta é só uma: bato na lambisgoia ou nele???